Crise quintuplica número de imigrantes venezuelanos no Brasil

Desde 2014, mais de 12.000 pessoas cruzaram a fronteira para fugir da crise política, econômica e social no país dO ditador Maduro.

De acordo com relatório apresentado pela organização americana Human Rights Watchdivulgado nesta terça-feira, o número de venezuelanos que imigraram para o Brasil quintuplicou em 2016 comparado ao mesmo período de 2014. O documento atribui os dados à escassez de alimentos e medicamentos na Venezuela e pede que Caracas tome medidas de alívio para o colapso das instituições e serviços.

Desde 2014, mais de 12.000 pessoas fugiram da crise política, econômica e social venezuelana em direção ao Brasil, principalmente no estado fronteiriço de Roraima. Apenas nos primeiros onze meses de 2016, 7.150 entraram no país. De acordo com o diretor das Américas da Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, houve também um grande crescimento nos pedidos de asilo, de 54 em 2013 , para 2.595 em 2016.

Vivanco pediu aos países da região para implementar medidas de pressão sobre o governo venezuelano para que este implemente “mudanças e ajustes dramáticos”, reconheça a crise e faça um pedido aberto de ajuda para entidades humanitárias internacionais, como a Organização Pan-americana de Saúde.

“Há um aumento notável no número de venezuelanos que fogem fundamentalmente por razões humanitárias, buscando alimentos e medicamentos que não estão disponíveis”, disse Vivanco.

Muitos também fogem da insegurança no país, “onde a regra é a impunidade para as vítimas de crimes violentes, sejam eles cometidos por organizações criminosas ou por agentes do Estado”, acrescentou o diretor.

O relatório traz testemunhos de migrantes venezuelanos os quais afirmaram que apesar das duras condições em que vivem, a situação  é melhor  no Brasil do que na Venezuela.

O relatório da HRW foi apresentado ao Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

O número de pedidos de asilo venezuelanos também aumentou em outros países como Argentina, Canadá e Estados Unidos, afirmou HRW.

(Com agência AFP)

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