Folha admite que escreveu Fake News sobre disparos ilegais no Whatsapp que favoreceriam Bolsonaro

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Exatamente 30 dias depois de publicar a matéria “empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp” – feita por uma jornalista petista – a Folha admitiu, neste domingo (18), que publicou a denúncia sem apresentar provas.

Com clara intenção de causar impacto eleitoral, a matéria – a maior fake news do ano – foi ao ar no dia 18 de outubro, 10 dias antes da realização do segundo turno das eleições presidenciais. Nela, a jornalista petista Patrícia Campos Mello acusa, sem apresentar provas, “grupos privados” de tentarem interferir na disputa eleitoral por meio de disparos ilegais no Whatsapp que favoreceriam Jair Bolsonaro (PSL).

O único citado nominalmente na matéria foi Luciano Hang, fundador da Havan, que desafiou a Folha a mostrar as provas. Ao abrir investigação sobre o caso, o ministro corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jorge Mussi, também afirmou que a matéria não apresentou provas. Dois dias depois, a Folha tentou “provar” a acusação contra a campanha de Bolsonaro apresentando um orçamento recusado pelo PSDB.

Motivada pela informação – fornecida por Facebook, Twitter e Whatsapp ao TSE – de que o presidente eleito e de seu partido não contrataram serviço de disseminação de mensagens em massa, a ombudsman (jornalista responsável por fazer a crítica inteira a matérias do jornal) da Folha, Paula Cesarino Costa, admitiu neste domingo que o jornal publicou a matéria sem apresentar provas.

Segundo Paula, “avalio importante e necessária a reportagem”, mas “o jornal falhou na forma narrativa de apresentá-la ao leitor”. Para a ombudsman,”faltaram detalhes que corroborassem as evidências, mesmo sem que fontes fossem reveladas”.

Paula também questionou a direção da Folha sobre a ausência de provas, obtendo a seguinte resposta de Vinicius Mota, secretário de Redação: “os documentos prospectados não podem ser publicados, pois revelariam a identidade de indivíduos que só aceitaram repassar informações sob o compromisso de anonimato”. Como se não fosse possível editar imagens de documentos para ocultar eventuais dados pessoais.

Em outras palavras: a Folha admitiu que a denúncia do jornal não apresentou provas.

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