Lava Jato bloqueia R$ 3,5 bilhões de políticos, partidos e empreiteiras

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol em evento em Brasília 20/3/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acabou de determinar o bloqueio de valores e bens de acusados em ação de improbidade administrativa da Lava Jato.

Entre os incluidos estão o PSB, MDB, os parlamentares Valdir Raupp do MDB, Fernando Bezerra do PSB e Eduardo Fonte. Também foram alvos da decisão os espólios dos falecidos agentes políticos Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Eduardo Campos (PSB-PE), a Queiroz Galvão, e a Vital Engenharia Ambiental.

Conforme informa a Assessoria do MPF:

“Com a decisão do Tribunal, a Justiça Federal de Curitiba determinou o bloqueio de valores correspondentes a:

a) R$ 1.894.115.049,55 do MDB, de Valdir Raupp, da Vital Engenharia Ambiental, de André Gustavo de Farias Ferreira, de Augusto Amorim Costa, de Othon Zanoide de Moraes Filho, Petrônio Braz Junior e espólio de Ildefonso Colares Filho;

b) R$ 816.846.210,75 do PSB;

c) R$ 258.707.112,76 de Fernando Bezerra Coelho e espólio de Eduardo Campos

d) R$ 107.781.450,00 do espólio de Sérgio Guerra;

e) R$ 333.344.350,00 de Eduardo da Fonte;

f) R$ 200 mil de Maria Cleia Santos de Oliveira e Pedro Roberto Rocha;

g) R$ 162.899.489,88 de Aldo Guedes Álvaro

h) 3% do faturamento da Queiroz Galvão.”

Por força da lei, os recursos repassados aos partidos por meio de fundo partidário, são impenhoráveis e com base nisso, a Lava Jato e a Petrobras atuaram solicitando que o bloqueio não atinja esses valores.

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Com informação da assessoria do MPF.

Amauricio Borba

Formado em Economia, Jornalismo e Ciências Políticas pela UNIVILLE – SC. Gaúcho de nascimento e catarinense de coração. Conservador de direita em defesa da ética, da liberdade de expressão e por um Brasil mais justo. Apaixonado por vendas é fundador do Jornal Expresso Diário
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