Marcelo Vasconcelo – Efeito Coppolla: Buscando Equilíbrio

Na nossa atualidade, ser de direita ou de esquerda tem sido expressado como extremos opostos da corrente política partidária com a mais ardente forma de ser. O que teria isso de mau? Acho que, a princípio, nada. Mas, se avançarmos no sentido de analisar nossos atos como seres chamados de “racionais” ou até apelidados de “civilizados” poderíamos perceber que há, de fato, algo destoante entre as práticas e os conceitos.

O que quero dizer com isso? Bem, não precisamos ser animalescos pra combater animais, não precisamos ser cruéis pra com quem o é…  não há nada de errado em ser de direita ou de esquerda, desde que ajamos com prudência sempre que possível.

Ser de um lado ou de outro não nos desafia ao estado de barbárie. Tudo bem, eu sei!… Às vezes nós não conseguimos fugir do instinto “homem das cavernas” que brota das nossas veias e explode numa reação de indignação.

Eu sei. Não há receita de padaria pra ensinar ninguém a se livrar da raiva, a não ser os “monges milenares das montanhas chinesas”, sei lá! No entanto, também sei que nos momentos de sobriedade que desfrutamos enquanto não acessamos as redes sociais, podemos refletir, pelo menos um pouco, em como podemos ser quem somos sem que com isso sejamos grosseiros.

A grosseria é um comportamento que se esconde nas entrelinhas do nosso sorriso, a qualquer momento ele pode emergir como lavas de um vulcão ardente, é só nos sentirmos indignados com o que alguém ousou falar ou fazer e que não gostamos. Mas, assim como as lavas de um vulcão, a raiva também pode sofrer um processo de hibernação no nosso íntimo, só precisamos exercitar o raciocínio em detrimento do instinto.

Neste passo, poderíamos exercer livremente nossas inclinações políticas ou ideológicas com mais controle. Estou fazendo isso, por esses dias. Não, não é fácil. Não vou dar uma de Leandro Karnal e tentar descrever comportamento de um mundo perfeito e empolado com pessoas se abraçando ao som de Imagine, de John Lennon (não que ele tenha dito isso diretamente) mas é o que descreve. Não é isso.

Entretanto, há uma considerável margem de discricionariedade no controle de nossos atos enquanto ser, e é nessa margem que podemos fazer ajustes na nossa conduta social. Como disse acima, neste momento estou exercitando o autocontrole, decidi não ser aquilo que critico negativamente. Se respiro fundo, às vezes, pra não ser grosseiro? Não. Não às vezes, mas, quase sempre.

Creio que podemos ser de direita ou de esquerda sem sermos raivosos ou intolerantes, temos um grande exemplo de como devemos nos portar diante de pessoas desequilibradas e cheias de discursos humanitários (mas que no fundo são o que criticam), essa pessoa se chama Caio Coppolla.

Coppolla é comentarista na rádio Jovem Pan, transmitida em imagens pela página da rádio no canal deles no YouTube. Muitas vezes Caio tem que enfrentar os quatro outros colegas de bancada em temas complexos atuais. Sempre de forma educada e equilibrada, o jovem conservador dá verdadeiras lições de pragmatismo democrático e respeitoso nos colegas progressistas.

Em poucos meses de atuação na rádio, o jovem Caio já é um verdadeiro fenômeno do YouTube, todos os canais que se prezem já o convidaram pra entrevistá-lo, sempre demonstrando conhecimento e autocontrole, Coppolla se destaca em meio a ataques frontais de colegas esquerdistas do programa que participa, chamado morning show.

Portanto, meus caros, sejamos mais racionais e menos emocionais, pelo menos, sempre que pudermos, pois em alguns momentos temos que ser firmes no tom, porém, sem perder a razão.

Não há nada mais ofensivo pra uma pessoa mal-educada que ser combatida com educação.

Marcelo Vasconcelo

Bacharel em direito e advogado, curso extensivo em Direitos Humanitários e em Direitos Humanos sob perspectivas de Refugiados; artista plástico - autodidata - na área de pinturas e muito gosto pela leitura e escrita.
Marcelo Vasconcelo

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