Marcelo Vasconcelo – O socialismo dos livros de Haddad é o comunismo com nome bonitinho

Não é novidade pra ninguém que acompanha a política nacional perceber o quão dedicados os partidos de esquerda brasileiros são com os ideais social/comunistas.  Uma simples olhada na bandeira do PT, que poderia significar muito bem “Perda Total”, para identificarmos a cor vermelha da bandeira comunista soviética e até a estrelinha amarela, tão meiga e singela.

Mas, muitas pessoas movidas pelo intuito de negar qualquer coisa nesse sentido, preferem acreditar que comunismo, nos tempos atuais, é coisa de teoria da conspiração. Talvez digam isso pela paixão avassaladora que se nutre pelo seu partidão (como era chamado o partido comunista no passado), mas também estou muito inclinado a crer que pode ser só ignorância mesmo.

Nos últimos dias nos deparamos com o conhecimento dos livros que o candidato do PT, Fernando Haddad, publicara.  São vários. Mas, alguns nos chamam a atenção pela clara menção ao “socialismo” que tanto buscam e os deixa saudosos da velha e sangrenta URSS.  Os que mais têm provocado polêmica são intitulados:  Em Defesa Do Socialismo e Desorganizando o Consenso.

No primeiro, ele faz alusão ao livro O Manifesto Comunista, dos seus grandes mestres Karl Marx e seu fiel escudeiro Engels, comemorando os 150 anos desta publicação. É uma tentativa pretensiosa de revitalizar os ideais assentados no livro do século 19, dos seus queridos mestres. Por óbvio, essa tentativa é mais uma estratégia de marketing interna, para seus asseclas de clã partidário do que contribuição científica para estudiosos no assunto.

Esse livro só demonstra o quanto as pessoas estão enganadas ao refutar a ideia de que o comunismo caiu junto com o muro de Berlin, em 1989. Não! Ele não caiu. Há um profundo estudioso no assunto, prof. e filósofo Olavo de Carvalho, que há quase 50 anos  vem destrinchando as mais entranhadas nuances do marxismo e seus desdobramentos táticos, ele afirma que o comunismo apenas muda de ideologia, muda de cara, muda de cor, usa outros nomes mais atrativos mesclados de “democracia participativa” “inclusão social”, etc. No entanto, é só o velho comuna de sempre.

Defender o socialismo, que em última instância é o comunismo com um nome bonitinho, é apregoar a deterioração da sociedade em doses homeopáticas, se tivéssemos sorte. A ideia de igualdade é sedutora e até digna de atenção, porém, na prática, o socialismo é como aqueles personagens de filme de suspense, o sujeito chega numa pequena cidade, bem vestido com um carrão, conquista a mocinha e sua família (sendo muito gentil e promissor), mas logo depois da segunda parte do filme, começa a praticar o terror na vida da mocinha.

É muita falta de honestidade intelectual, motivo pelo qual se encaixa perfeitamente no rol descrito por Rodrigo Constantino, no seu livro  Esquerda Caviar, ao citar uma frase que diz:

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Os marxistas inteligentes são patifes; os marxistas honestos são burros e os marxistas inteligentes e honestos nunca são marxistas.

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É fácil ser socialista de Iphone e desfrutar constantemente das delícias de Paris e New York, é fácil oferecer socialismo quando ele faria parte da casta  social protegida contra todos os males oriundos da implantação e consequências desse. Um burguês desde o berço falando em socialismo, mas para os pobres, assim como na triste Venezuela.

O segundo livro intitulado Desorganizando o Consenso ganhou notoriedade por ter sido citado numa decisão recente do TSE, segundo consta, o prof. e filósofo Olavo de Carvalho teria publicado em rede social que Haddad estava propondo quebrar o tabu do incesto no seu livro.

Na decisão, o desembargador Luis Felipe Salomão negou o pedido de liminar para retirar das redes do prof. Olavo de Carvalho suas declarações sobre o candidato do PT.  Não é menos  risível essa tentativa de censurar  aqueles que criticam seus posicionamentos, pois se dizem defensores da democracia e da liberdade de expressão, entretanto, caso isso ocorra contra algum deles, esquerdistas, aí não vale mais.

Em matéria do jornal Folha de São Paulo do dia 15 deste mês, em artigo da jornalista Amanda Lemos, há a seguinte declaração: “Segundo a assessoria do candidato, “Em Defesa da Democracia” traça estratégias para subverter  o conservadorismo. Uma delas seria dar maior liberdade sexual aos jovens”

Ora, quero crer que foi um só um erro, não sei de quem, pois o livro do candidato do PT chama-se Em Defesa do Socialismo e não Em Defesa da Democracia. Não há compatibilidade entre petistas e democracia, é como querer misturar óleo e água. De outo modo, percebem que a tática do livro, segundo relata a matéria, é subverter o conservadorismo  promovendo liberdade sexual aos jovens.

A velha tática do esquerdismo revolucionário desde Gramsci até Simone Beauvoir. Promover a libertinagem entre jovens para desestabilizar os adultos do futuro. Alienar e corromper para formar uma classe de pessoas alimentadas pelos desejos e satisfações efêmeras, desconectadas com problemas maiores e mais profundos.

Aos incrédulos em relação ao neo comunismo ou marxismo cultural só tenho a dizer que leiam a respeito dos pensadores marxistas, se for honesto reconhecerá o óbvio, muitos deles dedicaram suas vidas a construir um pensamento de subversão que pudesse ser aplicado gradativamente na sociedade, de forma a destruir aos poucos qualquer moralidade e ordem em vigor. Pra quê? Pra apresentar um dos seus líderes, como agora, e tomar os espaços de poder com políticas para resolução dos conflitos sociais (que eles mesmos criam), como sempre foi.

Marcelo Vasconcelo

Bacharel em direito e advogado, curso extensivo em Direitos Humanitários e em Direitos Humanos sob perspectivas de Refugiados; artista plástico - autodidata - na área de pinturas e muito gosto pela leitura e escrita.
Marcelo Vasconcelo

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