Financiar imóvel pode ser uma das melhores formas de se conseguir comprar a casa própria. Comprar à vista também é bom, mas só o fato de precisar economizar muito dinheiro por até décadas quase que inviabiliza a aquisição de um imóvel sem precisar parcelar.

Muita gente prefere utilizar o FGTS para complementar o valor dado como entrada, e, posteriormente, negociar com o banco ou a empresa de crédito o valor das prestações para quitar o financiamento.

Antes de qualquer coisa, entenda como funciona o financiamento

Financiar imóvel é uma das formas mais fáceis de conseguir comprar um apartamento ou uma casa nova. Nesse caso, a pessoa adquire um empréstimo junto ao banco com taxas mais baixas do que o normal e com um prazo de pagamento muito maior do que em situações de empréstimo comum.

Devido ao alto valor de crédito ofertado — pode chegar em até 80% do valor total do imóvel —, os bancos se veem na opção de negociar com o cliente para que ele devolva o valor com juros por um período muito maior. Isso, de fato, é bom para os bancos, que receberão juros dos seus clientes por bastante tempo.

Ao escolher o imóvel que deseja comprar, a pessoa interessada em adquirir um empréstimo junto ao banco, normalmente, realiza uma simulação de financiamento. Nessa etapa, ele saberá o valor máximo que poderá adquirir do banco, o quanto deverá pagar em cada uma das parcelas referente a dívida com a instituição financeira e, principalmente, a taxa de juros.

A simulação, no entanto, não precisa ser, necessariamente, definitiva. É possível negociar com os bancos o quanto será pago por mês, por exemplo. Antes disso, é preciso levantar toda a documentação requisitada e, também, comprovar a sua renda para dar seguimento ao processo junto ao credor.

O saque do FGTS pode ser feito em caso de compra de imóvel

Como dito anteriormente, o valor total permitido para financiamento é até 80% do preço do imóvel. O restante deve ser arcado exclusivamente pelo comprador, seja em forma de entrada ou mesmo em parcelas quitadas com as próprias economias.

Em ambos os casos, utilizar o FGTS para financiar imóvel pode ser uma ideia interessante. O fundo de garantia em questão é alimentado com o correspondente a 8% do salário do registrado na CLT em todos os meses que ele estiver registrado — sem ser descontado do seu salário. Em algum tempo de registro, pode-se juntar um bom dinheiro com isso.

Quem é registrado na CLT sabe que não é permitido retirar o dinheiro do FGTS quando bem entender. Ele foi criado para garantir segurança financeira ao trabalhador que, eventualmente, rescindir o seu vínculo empregatício e estiver desempregado. Devido a isso, existem algumas regras para realizar o saque.

Felizmente, a compra de um imóvel é uma dessa situações em que o FGTS pode ser utilizado. No entanto, há alguns pré-requisitos para a Caixa Econômica autorizar que o registrado retire o dinheiro.

Regras para efetuar o saque do fundo de garantia

Para realizar o saque no fundo de garantia com a finalidade de comprar um imóvel, é necessário ter, ao menos, três anos de registro — independentemente se for no mesmo emprego ou não. Além disso, só é possível utilizar o FGTS para adquirir o primeiro imóvel residencial próprio — caso a pessoa já possua outro em áreas urbanas, o saque não é autorizado.

Essa norma, no entanto, vale apenas para a região em que o registrado trabalha. Ou seja, caso ele possua outro imóvel residencial em outro Estado, por exemplo, é possível pegar o dinheiro do fundo de garantia para usá-la na quitação do imóvel — desde que ele não possua outro financiamento no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Por fim, além de o registrado ter de ser, necessariamente, o titular do financiamento em questão, ele terá de estar em dia com os débitos do mesmo quando decidir utilizar o FGTS — essa situação aconteceria em caso dele não utilizar o fundo para compor a entrada do imóvel.

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