Maduro rejeita caminhões com ajuda humanitária que chegaram na Venezuela

Alimentos e remédios enviados pelos EUA ficarão no local até o desbloqueio na ponte da fronteira entre Colômbia e Venezuela. Nicolás Maduro acusa norte-americanos de tentarem golpe.

Os primeiros caminhões com alimentos e remédios destinados à Venezuela chegaram na tarde desta quinta-feira (7) à fronteira com a Colômbia.

No entanto, a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos ainda aguarda o desbloqueio das pontes entre os dois países sul-americanos, fechadas há dois dias por militares leais ao ditador Nicolás Maduro, segundo deputados de oposição ao chavista.

De acordo com a agência Reuters, os EUA pretendem manter a ajuda humanitária no local até que os chavistas retirem o bloqueio. No entanto, o enviado especial do governo norte-americano à Venezuela, Elliot Abrams, disse que os caminhões com os mantimentos “não vão forçar a passagem”.

A Venezuela passa por um colapso econômico que dificulta o abastecimento nos supermercados. Segundo a Assembleia Nacional venezuelana, a inflação no país em 12 meses chegou a 2.500.000%.

O governo do ditador Nicolás Maduro rejeitou a oferta de apoio, sob argumento de que a doação seria um artifício para mascarar uma invasão norte-americana ao país.

Além disso, o jornal “El Universal” diz que a ponte Tienditas – bloqueada por três caminhões – ainda não foi inaugurada. Porém, segundo a imprensa, seria uma das rotas para a entrada de remessas de alimentos e remédios do exterior.

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A ponte Tienditas, que liga Cúcuta a Ureña, na Venezuela, foi bloqueada por militares venezuelanos com arame e contêineires na terça (5). A oposição aponta que a barreira é uma forma do governo Maduro impedir que o carregamento entre no país.

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