Marcelo Vasconcelo – Antônio Gramsci, o arquiteto do caos social

 

Se você se deprime com a atual situação que passa o Brasil em termos morais e culturais, provavelmente, você deve detestar Antônio Gramsci. Ele foi um filósofo marxista italiano, fundador do partido comunista naquele país. Por esse motivo, Mussolini o condenou e o encerrou na prisão em 1926.

Ora, um regime tão cruel quanto o próprio comunismo não iria admitir que outra via de poder crescesse no seu jardim florido, ali só cabia o fascismo. Mas, enquanto estava preso, Gramsci conseguiu o direito de escrever suas memórias, talvez tenha sido o maior erro que Mussolini tenha cometido. Quem viria a lamentar por esse fato não seria Benito Mussolini, mas milhões de pessoas pelo mundo.

Enquanto estava preso, Gramsci desenvolve seu pensamento ao longo de 33 cadernos, estes ficaram conhecidos como cadernos do cárcere. Neles, o filósofo comunista desenvolveu a maior arma que a corrente marxista poderia ter desenvolvido, tão silenciosa quanto destrutiva, assim teve origem a Revolução Cultural. Ele percebeu que a logística de enfrentamento entre proletários e patrões não era mais condizente com a realidade, precisavam avançar numa outra frente ainda não explorada por ninguém. Daí veio seu estratagema de atacar a cultura e os valores morais da sociedade.

Ao notar que a classe operária não se unia por uma consciência de classe, Gramsci desenvolve um plano teórico e avassalador para minar o sistema de governo vigente (em qualquer lugar do mundo) através da ocupação de espaço. A guerra precisava ser travada em outro campo, numa área em que ninguém tivesse de prontidão para proteger, como os valores morais, religiosos e culturais de uma forma geral.

Como bem afirma o Prof. e filósofo Olavo de Carvalho, Gramsci foi o maior mentor comunista, depois de Lênin e Stálin. Eu diria, com todas as vênias ao ilustríssimo Prof. Olavo, que ele foi o maior dentre todos os pensadores comunistas, pois os dois anteriores, muito embora serem ícones históricos, foram grandes somente no horror dos seus atos assassinos, a contribuição deles para o partido se resumiu à tragédia de seus governos , no entanto, Gramsci, mesmo sendo desconhecido, comparado aos dois anteriores, produziu uma obra que mantém viva a chama do pensamento comunista contemporâneo ao longo de toda a história.

Pior, conseguiu minar os valores desde o íntimo, formando o pensamento de muitas pessoas e as infiltrando em todas as instâncias da sociedade, desde pequenas igrejas a órgãos do governo, o lema era ocupação de espaço e disseminação de suas ideias de forma silenciosa e com outros lemas, outros nomes, para não serem reconhecidos como comunistas no meio social.

A ideia de Gramsci era fazer as pessoas obedecerem aos lemas do partido sem ter noção disso, implantar ideias nas pessoas e fazê-las crer como se fosse um decreto divino. Desta forma teve início o Marxismo Cultural, deturpando valores, apoiando aborto, patrocinando pautas absurdas de grupos de minorias para causar divisão  e enfrentamento na sociedade.

Gramsci morreu em 1937, aos 46 anos, mas deixou seu perverso legado de distúrbio social mediante suas ideias. No Brasil, as ideias gramscianas tiveram um fértil terreno, como já afirmou o jornalista e escritor Flavio Morgenstern. As universidades o citam incessantemente, nossa cultura está tão decadente e desmoralizada que não resta qualquer dúvida, as ideias de Gramsci surtiram efeito em nosso meio.

 

Marcelo Vasconcelo

Bacharel em direito e advogado, curso extensivo em Direitos Humanitários e em Direitos Humanos sob perspectivas de Refugiados; artista plástico - autodidata - na área de pinturas e muito gosto pela leitura e escrita.
Marcelo Vasconcelo

DEIXE UM COMENTÁRIO