Com eclipse total da Lua, ‘superlua de sangue’ ficará visível neste domingo

O primeiro eclipse total da Lua de 2019 será também o último visível da Terra até 2021, segundo dados da Nasa, a agência espacial americana.

Entre a noite deste domingo, dia 20 de janeiro, e a madrugada de segunda, dia 21, a Lua será encoberta pela sombra da Terra, que estará alinhada entre o astro e o Sol, e o eclipse será visível em todo o Brasil.

Durante o fenômeno os raios de sol não chegam na Lua diretamente, apenas algumas faixas de frequência da luz solar conseguem passar pela atmosfera do nosso planeta e, com a refração, chegar na Lua, segundo o Observatório Nacional.

Isso faz com que nós possamos ver o astro mesmo quando ele está totalmente mergulhado na sombra da Terra; e deixa nosso satélite natural com uma cor avermelhada – o que é popularmente conhecido como “lua de sangue”.

O fenômeno astronômico será ainda mais interessante neste domingo porque vai acontecer bem na época em que a Lua está mais perto da Terra e, por isso, aparenta estar maior no céu – o que é conhecido como “superlua”.

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Como ver o eclipse lunar

Quem quiser observar a ‘”superlua de sangue” só precisa localizar o astro no céu entre 1h34 e 4h51 (horário de Brasília) da madrugada de domingo para segunda, quando o astro estará alinhado com a Terra e o Sol – não é preciso nenhum aparelho especial para ver o eclipse.

No entanto, aparelhos como telescópios e binóculos podem ser usados para observar os detalhes da superfície lunar durante o fenômeno, que deve começar pelo lado esquerdo do observador.

Vale a pena também checar se o céu não estará nublado na sua região do país – o que pode dificultar a observação.

Às 2h41 começa o eclipse total, quando a sombra Terra escurece a superfície visível da Lua como um todo.

Gráfico sobre eclipse

Gráfico sobre eclipse

BBC

O fenômeno causará um efeito alaranjado sobre o astro, assim como acontece no crepúsculo matutino e vespertino, que estamos acostumados a ver antes de o nascer e após o pôr do Sol.

Outros eclipses vão acontecer nos próximos anos, mas, até 2021, nenhum deles será total, ou seja, apenas parte do astro ficará na sombra (também chamada de umbra).

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O último eclipse total havia acontecido em julho de 2018, mas não foi totalmente visível no Brasil todo.

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