O petróleo caiu nesta sexta-feira pelo crescimento da produção dos Estados Unidos, que, segundo a Agência Internacional de Energia, será histórica e superará a da Arábia Saudita.

O barril do light sweet crude (WTI) para entrega em fevereiro perdeu 58 centavos, a 63,37 dólares, no New York Mercantile Exchange (Nymex).

O WTI acumulou queda de 1,44% nesta semana, após cinco consecutivas em alta. No mercado de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em março perdeu 70 centavos, a 68,61 dólares.

Seu preço recuou 1,80% ao longo da semana. “Agora que o barril de petróleo chega ao seu melhor valor em três anos, preocupa que o aumento da produção dos Estados Unidos acabe com a retomada dos preços”, disse Gene McGillian, da Tradition Energy.

O preço médio da gasolina para o consumidor final subiu pela 12ª semana seguida, se aproximando do patamar de R$ 4,20, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na terceira semana do ano, o valor médio por litro subiu 0,26%, para R$ 4,194. Nesse intervalo, a Petrobras reduziu o preço do combustível nas refinarias em 1,79%, seguindo sua política de preços de reajustar os valores quase diariamente para acompanhar as cotações internacionais. O repasse ou não para o consumidor final depende dos postos.

O preço internacional do petróleo caiu na semana, com recuo de 1,8% do Brent, utilizado como referência do mercado.

Nas três primeiras semanas do ano, o preço médio da gasolina nas bombas já subiu 2,31%.

A política de preços da Petrobras que reajusta os preços quase diariamente foi adotada em julho de 2017, no mesmo mês em que o governo anunciou uma alta nos impostos sobre os combustíveis. Desde então, o preço médio da gasolina para o consumidor final já acumula alta de 19,5%.

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