Empresa fabrica arma com símbolos cristãos para não ser usada por terroristas muçulmanos

Estados Unidos – Ben ‘Mookie’ Thomas, porta-voz da empresa, disse que a ideia surgiu depois de ouvir notícias de que o Estado Islâmico estava usando armas fabricadas nos EUA, tomadas de soldados iraquianos.

Um fabricante de armas da cidade de Apopka, na Flórida (EUA), criou uma linha de rifles com símbolos cristãos. A intenção da empresa é que as armas nunca sejam usadas ​​por terroristas muçulmanos.

A arma “Crusader” (Cruzado, em português), vendida pela Spike’s Tactical por US$ 1.395, tem uma grande cruz dos Cavaleiros Templários — um símbolo das cruzadas cristãs para recuperar a Terra Santa dos muçulmanos —, além do Salmo 144: 1 impresso em sua lateral, que diz:

“Bendito seja o Senhor, a minha Rocha, que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha”.

O seletor de segurança que controla o gatilho da “Crusader” tem três configurações: Pax (Paz), Bellum (Guerra) e Deus Vult (Deus quer isto!), o grito de aclamação popular no momento da declaração da Primeira Cruzada pelo papa Urbano II no Concílio de Clermont, França, em 1095, e que se tornou o lema dos cruzados.

O papa Urbano II convocando os cristãos para a Primeira Cruzada. Na ocasião, ele evocou a necessidade de reconquistarem Jerusalém e libertarem o Santo Sepulcro, sob domínio muçulmano desde 1076. Urbano II prometeu aos participantes da expedição a absolvição dos pecados.

Ben ‘Mookie’ Thomas, porta-voz da empresa e ex integrante da marinha americana, disse que a idéia surgiu depois de ouvir notícias de que o Estado Islâmico estava usando armas fabricadas nos EUA, tomadas de soldados iraquianos.

Ele afirma que a mensagem e o símbolo inscritos na arma de fogo irá bloquear muçulmanos fiéis em tomá-las (vídeo com áudio em inglês).

Mas a novidade gerou críticas de grupos islâmicos americanos, que questionam o motivo por trás do projeto. Hasan Shibly, diretor do Conselho de Relações Americano-Islâmicas da Flórida, questionou: “É projetado para terroristas muçulmanos ou cristãos?”

Ele também alegou que dos 205 fuzilamentos em massa nos EUA este ano, apenas um foi realizado por um muçulmano.

A empresa insiste que não quer irritar a nenhum grupo, mas querem produzir uma arma que envolva valores cristãos, enquanto o mundo se depara com a ascensão do Estado Islâmico.

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