Na Venezuela até os criminosos reclamam da crise econômica

O temido gangster El Negrito dorme com uma pistola debaixo do travesseiro e diz que já perdeu a conta de quantos assassinou. Mas apesar de seu comportamento destemido, ele reclama sobre como a economia falida da Venezuela está “reduzindo seus lucros”.

Disparar uma arma tornou-se um luxo. As balas são caras e custam 1 dólar cada. E com menos dinheiro circulando na rua, ele diz que os roubos simplesmente não pagam como costumavam fazer

“Se você esvaziar sua arma, você estará disparando US $ 15”, disse El Negrito à Associated Press sob a condição de ser identificado apenas pelo nome da rua e fotografado com capuz para evitar atrair atenção. “Você perde sua pistola ou a polícia pega e você está jogando fora $ 800”.

Funcionários da administração socialista do presidente Nicolás Maduro pararam de publicar estatísticas sobre as tendências do crime há muito tempo.

Quando a noite cai, as ruas de Caracas ficam vazias, já que a maioria dos moradores obedecem a um toque de recolher.

Os venezuelanos tendem a não olhar seus celulares nas ruas. Muitos deixam alianças de ouro e prata em lugares seguros dentro de suas casas, enquanto outros se acostumaram a verificar se estão sendo seguidos.

Um associado dos Crazy Boys, que deu apenas seu apelido, Dog, disse que não tem problemas em encontrar munição para suas armas no mercado negro. Ele disse que o desafio é pagar por elas em um país onde uma pessoa ganha em média 6,50 dólares por mês.

Ele afirmou que antes era possível comprar uma arma por apenas dez bolivar, mas agora, com a mesma quantia não se pode comprar sequer um único cigarro.

Siga o EXPRESSO DIÁRIO no TWITTER e acompanhe todas as notícias em tempo real.

O post Na Venezuela, criminosos reclamam da crise econômica apareceu primeiro em Conexão Política.

Amauricio Borba

Formado em Economia, Jornalismo e Ciências Políticas pela UNIVILLE – SC. Gaúcho de nascimento e catarinense de coração. Conservador de direita em defesa da ética, da liberdade de expressão e por um Brasil mais justo. Apaixonado por vendas é fundador do Jornal Expresso Diário
Amauricio Borba