STJ solta bandidos que agrediram empresário em frente ao instituto Lula

O vereador de Diadema, Maninho do PT, e seu filho Leandro, foram presos em maio. STJ concedeu habeas corpus à dupla que deixou presídio de Tremembé nesta segunda-feira.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liberdade ao ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho do PT, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, deixaram a penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.

Eles foram presos em maio acusados de agredir o empresário Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, em frente ao Instituto Lula, na Zona Sul de São Paulo em 5 de abril (veja no vídeo acima).

O empresário tentou fugir dos agressores, foi empurrado e bateu a cabeça em um veículo que passava pela rua.

Ex-vereador de Diadema Maninho (centro) e o filho dele, Leandro (esq.), ao se entregarem à polícia — Foto: Suamy Beydoun/Estadão Conteúdo

O habeas corpus foi concedido pela quinta turma do STJ na sexta-feira (13). Maninho e Leandro estavam presos preventivamente desde maio quando se entregaram. Eles deixaram o presídio de Tremembé, no Vale do Paraíba, às 15h desta segunda-feira (17).

Agressão

A vítima, o empresário Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, foi agredida por três apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia em que foi expedido o mandado de prisão contra o líder petista.

O empresário foi empurrado, bateu a cabeça em um veículo que passava pela rua e desmaiou (assista acima). Ao recobrar consciência, foi levado a pé ao Hospital São Camilo, que fica na mesma via. Ele sofreu traumatismo craniano, precisou ser operado e ficou 22 dias internado.

A prisão foi decretada dois dias depois de o Ministério Público denunciar a dupla por tentativa de homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e meio cruel).

A juíza aceitou a denúncia e concordou com o promotor do caso, Felipe Eduardo Levit Zilberman, e arquivou a participação no caso do presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Paulo Cayres, o Paulão.

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Paulão chegou a ser indiciado pela Polícia Civil por lesão corporal dolosa (intencional). Ele aparece no vídeo agredindo o empresário. Para o promotor Zilberman, a agressão praticada por Cayres resumiu-se a um chute quando a vítima ainda estava na calçada, “não mais praticando qualquer ato violento na sequência”.

As informações são do G1 de São Paulo.

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